E-book | Clipping

O posicionamento da marca deve sempre ser suportado por informações fidedignas e
sistematizadas, garantindo assim, que as actividades programadas sejam alinhadas
com o contexto de mercado.


O clipping surge como a principal base para obtenção destes indicadores da exposição
mediática tradicional e digital.

E-book | Gestão de Crises

Com a revolução digital, as crises tornaram-se mais propensas e a rapidez de circulação de informações, deixa os departamentos de comunicação preocupados em agir para mitigar os seus efeitos, já que a viralização pode manchar a reputação de marcas, personalidades e instituições.

Confira o nosso e-book com sugestões de gestão de crise.

Corpo de João Rendeiro já está em Portugal

Fonte: Noticias ao Minuto

O corpo será verificado pelos serviços alfandegários do Aeroporto de Lisboa pelas 9h e posteriormente encaminhado para o Instituto de Medicina Legal, onde será submetido a uma segunda autópsia a pedido da família.


corpo de João Rendeiro já chegou a Portugal, avança a CNN Portugal. Segundo a estação televisiva, o corpo do ex-banqueiro chegou a Lisboa pelas 6h15 desta sexta-feira.

O corpo será verificado pelos serviços alfandegários do Aeroporto de Lisboa pelas 9h e posteriormente encaminhado para o Instituto de Medicina Legal, onde será submetido a uma segunda autópsia a pedido da família.

Sublinhe-se que foi ontem avançado que a família de João Rendeiro pediu a realização de uma segunda autópsia, pelo facto de suspeitar do envolvimento de terceiros na sua morte.

Em declarações à Lusa, a advogada de Maria de Jesus Rendeiro, viúva do ex-banqueiro, Inês Montalvo referiu não ter recebido ainda a resposta do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF) a confirmar o deferimento do pedido e justificou a necessidade da autópsia por considerar que há “vários indícios de que se tratou de um crime”.

A advogada disse ainda que a família não teve informação oficial sobre a realização da primeira autópsia nem dos resultados da mesma, efetuada na morgue de Pinetown (Durban), pelo que considera que “esta será a primeira autópsia”.

A advogada indicou ainda que a prisão de Westville, onde João Rendeiro estava detido desde dezembro de 2021, “era muito violenta” e as informações de que o antigo presidente do BPP “foi ameaçado de morte várias vezes”. Argumentou que “as condições de lugar e de modo” em que ocorreu a morte de João Rendeiro, em Durban, “são as menos prováveis” para configurar um suicídio.

Ainda ontem, Lucília Gago, Procuradora-Geral da República (PGR) esclareceu que qualquer pedido que chegue ao Ministério Público para a realização de uma autópsia em Portugal ao corpo do ex-banqueiro será apreciado.

Recorde-se que João Rendeiro foi encontrado morto no dia 13 de maio, na cela onde se encontrava na prisão sul-africana de Westville, em Durban. A autópsia seria realizada quatro dias depois, na África do Sul.

O veredito das autoridades sul-africanas davam conta de que o antigo banqueiro se teria suicidado, ainda que as investigações às circunstâncias da morte não tenham sido ainda concluídas. 

O antigo presidente do Banco Privado Português (BPP) estava há seis meses em prisão preventiva na já referida prisão sul-africana, onde aguardava o desfecho do processo de extradição para Portugal – cujo julgamento estava marcado para junho. Um processo ao qual, lembre-se, João Rendeiro sempre se opôs.

O ex-banqueiro foi condenado em três processos distintos relacionados com o colapso do BPP, embora só um deles tenha transitado em julgado.

Sindicato da EMOSE distancia-se de acusações contra o PCA e outros dirigentes da empresa

Fonte: Carta Mz

O Comitê Sindical da empresa veio a público, nesta quinta-feira, manifestar o sentimento de repúdio às mensagens divulgadas nas redes sociais, que atentam contra a dignidade e honra dos seus dirigentes.

Em comunicado de imprensa a que “Carta” teve acesso, o Comité Sindical da EMOSE disse que se distancia e condena o recurso às redes sociais para propagandear actos maldosos que denigrem a imagem dos dirigentes e quadros da Empresa, o que tem sido habitual sempre que se aproxima o fim do mandato dos órgãos sociais da instituição. 

Desta forma, o Comité Sindical manifesta a sua solidariedade para com os quadros da empresa visados nas referidas mensagens, em especial o PCA Maqueto Langa, e apelam aos órgãos competentes para investigar e responsabilizar os autores desses actos. 

Mais adiante, o Comité Sindical diz estranhar as alegadas denúncias de má gestão num momento em que decorre na empresa o processo de reforma e transformação estrutural que permitiu que a instituição passasse de uma empresa que gerava prejuízos para dar lucros e distribui dividendos aos accionistas. 

O Comité Sindical estranha ainda que, num momento em que decorre um processo rigoroso de inventariação, valorização e reabilitação dos activos imobiliários da EMOSE, apareçam mensagens com objectivo de travar um processo decisivo para a preservação do património da empresa que esteve por muito tempo a servir os interesses alheios à empresa. 

Neste contexto, o Comité Sindical reitera a sua total confiança na actual administração da empresa e apela que a mesma continue firme e intransigente na defesa dos interesses da empresa.

Ucrânia. Negociada a saída de cereais do país

Fonte: RTP

A saída de cereais ucranianos do país está a ser negociada desde quinta-feira em Moscovo, por Martin Griffiths, responsável pela ajuda humanitária das Nações Unidas. O objetivo é a abertura de uma passagem marítima nos portos do mar negro.

A Ucrânia era antes da guerra um dos maiores exportadores mundiais de cereais e fertilizantes agrícolas e os seus bens eram cruciais para a segurança alimentar de áreas como o Médio Oriente e o norte de África.

A maioria dos bens alimentares ucranianos eram expedidos da antiga república soviética para o resto do mundo através dos portos do Mar Negro.

Na semana passada, o primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, telefonou ao presidente russo, Vladimir Putin, para pedir o desbloqueio das exportações de cereais da Ucrânia, provenientes dos portos do Mar Negro e também do Mar de Azov, como Mariupol, agora invadido pelas tropas russas.

Também o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, anunciou já que os presidentes russo e turco acordaram que a Turquia ajudará nas operações de desminagem dos portos da Ucrânia para permitir a exportação de cereais do país.

Reflexões pertinentes

A invasão russa da Ucrânia está a comprometer as exportações de um dos principais vendedores de cereais e complicar a vida a numerosos países importadores, alertou o dirigente de um clube de reflexão sobre agricultura.

O alerta foi feito, à AFP, durante uma mini-entrevista, por Sébastien Abis, diretor-geral do Demeter, investigador associado do Instituto de Relações Estratégicas e Internacionais (IRIS) e autor da obra “Géopolitique du blé” (Geopolítica do Trigo).

Questionado se a invasão russa pode comprometer a segurança alimentar mundial, Abis salientou que “os primeiros afetados são os ucranianos”, uma vez que “qualquer teatro de guerra tem consequências imediatas para a vida quotidiana”.

Depois, “importa lembrar que a Ucrânia é uma grande potência produtora de trigo, milho, girassol, também um pouco de soja, muita colza, cevada,… As suas produções alimentam o mercado mundial porque a Ucrânia tem necessidades internas limitadas, portanto tem volumes importantes para exportar”.

Por exemplo, “a Ucrânia é 12% das exportações mundiais de trigo, quase 20% de milho, 20% em colza. Em girassol é metade da exportação mundial! Portanto, tudo isto vai acrescentar nervosismo, mesmo muito nervosismo, nos mercados agrícolas”.

Esta crise acontece “quando os preços já estavam extremamente elevados, devido à volatilidade dos últimos meses” e antecipou que vai haver impactos sobre os preços médios, porque não há muitas alternativas em termos de origem, pelo que muitos países importadores vão ficar fragilizados”.

Abis admitiu que esta fragilidade signifique penúrias nos países importadores: “Será que os volumes ucranianos que estavam por exportar de milho e trigo vão poder sair? Em trigo trata-se de nove milhões de toneladas e em milho seis milhões a sete milhões”.

Ora, prosseguiu, “se os portos estão destruídos, se a circulação, o transporte logístico não está autorizado, pode haver quebras. Tudo isto vai evidentemente ter um impacto sobre a estabilidade dos aprovisionamentos agrícolas mundiais, os preços”.

Por outro lado, avisou, “não se podem esquecer os fertilizantes, porque a Rússia produz muito amoníaco e ureia, tal como a Ucrânia”. Ora, como os preços destes produtos “já estão muito elevados”, Abis antecipou a existência de “consequências não negligenciáveis nos custos destes fatores de produção indispensáveis à atividade agrícola”.

Por fim, sintetizou, trata-se de saber “até onde é que os países vão poder pagar muito cara uma alimentação que já é cara”.

Ucrânia: Presidente da União Africana Reúne-se Hoje (6ª-feira) Com Putin

Fonte: Diário de Moçambique

A visita decorre na sequência de um convite de Vladimir Putin, Presidente da Rússia, a Macky Sall, presidente da União Africana e actual Presidente do Senegal, que estará acompanhado pelo presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat.

Segundo uma nota da Comissão da União Africana, esta visita “faz parte dos esforços da actual presidência da União para contribuir para a pausa na guerra na Ucrânia, e para a libertação de ‘stocks’ de cereais e fertilizantes, cujo bloqueio afecta particularmente os países africanos”.

De acordo com a mesma nota, “no mesmo espírito, a União Africana aceitou o pedido do Presidente [ucraniano], Volodymyr Zelensky, para dirigir uma mensagem à organização por videoconferência, cuja data e formatos serão mutuamente acordadas”.

A Rússia lançou em 24 de Fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de quatro mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior. A ofensiva militar causou a fuga de mais de oito milhões de pessoas, das quais mais de 6,6 milhões para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

OMS:Pessoas vacinadas que contraíram Covid-19 têm maior proteção

Fonte: Folha de Maputo

As pessoas com “imunização hibrida”, ou seja, que se vacinaram contra a covid-19 e contraíram a doença, têm maior proteção do que as restantes, concluiu hoje um grupo de peritos da Organização Mundial de Saúde.

A proteção destas pessoas perante possíveis formas graves de covid-19 é maior do que a daquelas que se vacinaram e não tiveram a doença ou dos que a tiveram sem se vacinarem, anunciou em comunicado o Grupo Consultivo Estratégico sobre Imunização (SAGE), em comunicado.

De acordo com o Noticias ao Minuto, a conclusão baseia-se em infeções com variantes de covid-19 anteriores à agora dominante (Ómicron) e enfatiza que não se pode determinar a duração desta “imunização híbrida” ou se esta também seria eficaz perante possíveis variantes futuras do coronavírus SARS-CoV-2. Os especialistas do SAGE sublinharam, no entanto, que a vacinação contra a covid-19 deve ser prioritária, independentemente de o paciente ter contraído anteriormente a doença, pelo que os Estados devem centrar-se em administrar a vacina à população adulta, especialmente a grupos de risco, como profissionais de saúde e idosos.

Governo Considera “Prematuro” Avançar Datas Para Retoma dos Projectos de Gás

Fonte: Diráio Económico de Moçambique

O retorno das actividades de exploração do gás na Bacia do Rovuma, no norte da província de Cabo Delgado, permanece numa incógnita, de acordo com as declarações feitas nesta quinta-feira, 2 de Junho, pelo ministro da Economia e Finanças, Max Tonela.

Falando à margem da 8.ª edição da ‘Conferência e Exposição de Moçambique sobre Mineração, Petróleo & Gás e Energia’, o dirigente afirmou que o Governo está a criar condições para o regresso na totalidade dos investimentos, mas que ainda é muito cedo para determinar quando é que se vai retomar.

“Ainda há um trabalho que precisa ser feito para que se possa retornar aos investimentos. O objectivo do Governo é garantir uma estabilização total da região para que as pessoas possam circular. Se tudo continuar a correr como está, prevemos que a Total possa trabalhar com o Governo para decidir quando vai começar com os projectos, mas, agora, é muito cedo”, secundou.

Max Tonela defendeu a necessidade de existência de mais transparência na exploração dos recursos naturais visando a promoção do desenvolvimento social e económico do País.

“A exploração deste potencial deve ser feita de forma transparente para que os seus benefícios contribuam, em primeiro lugar, para a elevação da vida dos moçambicanos, hoje e amanhã”, disse o ministro.

Para que a extracção de recursos naturais seja colocada ao serviço da prosperidade dos moçambicanos, o Executivo avança estar a apostar em estratégias que promovam a industrialização do País e a participação do sector privado nacional na cadeia de valor.

“Queremos que a indústria extractiva seja a força motriz da industrialização nacional, garantindo que os nossos recursos possam ser transformados em produtos de alto valor acrescentado, promovendo mais emprego e dinamizando o mercado interno e as exportações”, sublinhou.

Nesse sentido, Max Tonela garantiu que o Governo tem tomado várias medidas para a eliminação de barreiras ao investimento, assegurar a transparência e garantir uma maior participação do sector privado nacional e estrangeiro na exploração de recursos energéticos.

Tonela frisou que Moçambique tem no gás natural um activo importante para ajudar o País, a África Austral e o mundo a empreenderem a transição energética para uma era de maior preponderância das energias limpas face à emergência provocada pela crise climática.

“O compromisso de Moçambique com a agenda climática é inequívoco. Prestamos atenção ao desenvolvimento de fontes renováveis, para a diversificação da matriz energética nacional e alcance das metas de acesso universal à energia eléctrica”, enfatizou o titular da pasta das Finanças.

A Conferência que decorrerá durante dois dias junta mais de 200 participantes de 21 países que vão debater os desafios e oportunidades no sector de mineração, petróleo, gás e energia em Moçambique, tendo como lema “Desenvolvimento sustentável em toda a cadeia de valor mineral e energético, rumo a um futuro com baixas emissões de dióxido de carbono”.

Governo Proíbe Importação de Carnes do Zimbabué

Fonte: Diario Economico de Moçambique

O Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural (MADER) proibiu nesta quarta-feira, 1 de Junho, a importação de animais, produtos e subprodutos feitos, de origem animal, vindos do Zimbabué. A medida é anunciada numa altura em que ressurgem casos da febre aftosa naquele país.

Segundo noticiou O País, trata-se de uma medida que visa a prevenção e controlo da febre aftosa, para evitar a infecção do gado moçambicano por animais e produtos zimbabueanos contaminados.

Após a eclosão da febre aftosa no Zimbabué, na província de Mashonaland Central, distrito de Mbire, que faz fronteira com Moçambique, o Governo moçambicano reagiu com a adopção de medidas depois de notificado pela Autoridade Tributária de Zimbabué, na passada sexta-feira, 27 de Maio.

Entre essas medidas, está a fiscalização do movimento dos animais e produtos visados ao longo das principais fronteiras e outros pontos de entrada rodoviária no País.

Nos distritos fronteiriços com Zimbabué, será obrigatória a realização de uma inspecção visual, exame da cavidade bucal e dos cascos de todos os bovinos, caprinos, ovinos e suínos com periodicidade mensal.

A febre aftosa é uma doença viral grave, causada por um vírus, e altamente contagiosa que impede a comercialização de animais, dos seus produtos e subprodutos.

No entanto, de acordo com o mesmo comunicado, não está proibida a entrada de produtos lácteos pasteurizados, como é o caso do leite, queijos, iogurtes, natos, carnes processadas (enlatados e enchidos), troféus e substâncias farmacêuticas.

Eleições distritais só foram “acordadas” para resolver diferendos entre Governo e Renamo

Fonte: O Pais

O Juiz Conselheiro do Conselho Constitucional, e uma das figuras envolvidas no nas discussões do processo de descentralização, Albano Macie, diz que a questão de eleições distritais é um assunto “polémico” e “complicado” e que “só está na Constituição da República porque se queria alcançar um objectivo fundamental que era “estancar as hostilidades” geradas pela Renamo.

Segundo Macie, a ideia inicial, nas discussões do processo de descentralização, era apenas a realização de eleição dos governadores, entretanto, porque já se previa uma futura reclamação dos partidos da oposição, pedindo eleições distritais, acrescentou-se este último aspecto.

Mas, diz que é necessária uma reflexão sobre este assunto, pois, em termos de competências, “é preciso ver o modelo, na Constituição, como programado”. A reflexão deve-se ainda ao facto de este ser um assunto complicado, uma vez que, se for implementado, o administrador fica sem papel, principalmente nos distritos que são também autarquias.

“Imaginemos uma ideia de eleições no distrito de Boane. A vila de Boane só já tem uma autarquia, se elegermos o administrador, onde este vai ficar? Porque ele também passa a ser uma entidade descentralizada, tal como o Presidente do Conselho Municipal, então ele ficará na vila de Boane a fazer o quê?”, questionou Macie, convidado a uma reflexão.

A fonte acrescentou que o administrador não teria utilidade alguma, mas, se fosse um representante do Estado, poderia actuar nas áreas em que o Conselho Municipal não tem actividade.

“Assim, ele pode ficar responsável, por exemplo, pelas áreas da defesa ou soberania, mas não teríamos que colocar o administrador eleito num posto administrativo”, explicou, acrescentando que esta “é uma questão em aberto quer científica quer politicamente”.

Albano Macie falava durante o lançamento das suas quatro obras, uma das quais com o título “Descentralização em Moçambique”. Coube a Ericino de Salema fazer a apresentação do livro e defendeu que o pronunciamento de Filipe Nyusi, de sugerir reflexão sobre as eleições, pode ser um pressuposto para alteração da Constituição da República.

“Os dois partidos da oposição com assento na Assembleia da República vieram recentemente a público, e quanto a nós com razão, desconfiar das boas intenções do Presidente da República, sobretudo, achamos nós, pressupor necessariamente uma revisão constitucional ao que se liga, como ouvimos dos porta-vozes destes dois partidos, o receio de se introduzir numa operação do género, um terceiro mandato”, disse De Salema.

No seu entender, o facto de Nyusi ter abordado o assunto das eleições distritais durante uma reunião do partido Frelimo, enquanto Presidente da República e não de outra forma, como, por exemplo, numa Comunicação à Nação, faz sentido o debate que surgiu em torno do assunto.

“Há riscos de uma revisão constitucional para uma suposta viabilização do terceiro mandato, o que julgamos não proceder sem o apoio da Renamo e MDM na Assembleia da República. Pode ser que estes dois partidos estejam pressionados por eleições distritais, por serem uma espécie de oportunidade rara para garantirem emprego, mesmo onde não ganharem as eleições”, vincou o jurista.

Por seu turno, a presidente do Conselho Constitucional, Lúcia Ribeiro, que também fez parte do lançamento das obras, afirmou que os livros são uma mais-valia para o organismo que dirige, uma vez que também abrange o pacote de descentralização.

“Como todos sabem, em 2018, a partir deste processo de descentralização, foram atribuídas novas competências, relativas à paz, ao Conselho Constitucional. Esta é uma matéria que preocupa, no sentido de dever de estudá-la e aprofundá-la”, explicou Ribeiro, acrescentando que se trata de um processo novo, por isso “todo o cidadão e, principalmente, as faculdades deveriam tomar dianteira na discussão desta matéria, não do ponto de vista político, mas científico para entender o significado deste modelo”.

Os livros são, para a presidente do Conselho Constitucional, um ganho para os estudantes e docentes que já podem beneficiar-se do material bibliográfico nacional com exemplos práticos.

“As matérias poderão, através destes livros, ser leccionadas por meio de exemplos moçambicanos. Isto é de um valor imensurável. Há anos dificilmente encontrávamos manuais que se debruçassem sobre o Direito moçambicano nas suas diversas áreas, agora os estudantes já podem encontrar nas diversas livrarias”, enalteceu Lúcia Ribeiro, presidente do Conselho Constitucional. 

JUIZ MONDLANE DIZ QUE VICISSITUDES DO DIA-A-DIA NÃO DEVEM DETERMINAR MUDANÇAS DA LEI

O presidente da Associação Moçambicana dos Juízes também reagiu ao debate sobre as eleições distritais previstas para 2024. Carlos Mondlane diz que, já que a Constituição da República prevê eleições distritais para aquele ano, o escrutínio deve realizar-se, até porque “não podemos, por vicissitudes do dia-a-dia, pensar que a resposta passa por alteração das leis. As leis têm de ter estabilidade”.

Defende que “temos que obedecer à Constituição. Esse é o paradigma”. Para o responsável da Associação dos Juízes, existindo uma Constituição que estabelece um regime jurídico a ser aplicado, no caso preciso, em matérias ligadas à descentralização, “vamos olhar para a lei, o que a lei diz e, em função disso, vamos aplicar essa mesma lei”.

Sobre a matéria, o antigo deputado da Assembleia da República, Lucas Chomera, entende que, havendo necessidade, a “Lei Mãe” pode ser revista.

“A Constituição vem para resolver os problemas. Se os actores políticos chegarem à conclusão de que podemos mexê-la, que o façamos. Já se fez isso por causa das assembleias provinciais, houve uma mexida, os actores políticos chegaram a um consenso de que se pode fazer uma mexida.”

Para a alteração da Constituição da República, devem ter transcorrido cinco anos em relação à última revisão. Chomera explica que, até 2023, terão passado os cinco anos determinados por lei. “O que nós queremos é harmonia e o consenso entre os partidos políticos”, diz.

O antigo deputado realçou que não há condições para a realização do escrutínio. “É preciso reflectir sobre vários aspectos técnicos e administrativos. Imaginemos, neste momento, ao nível da província, por exemplo, já há um debate de como o Governo se representa e não há consenso.

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